O Programa Universitário Amazônico (PUAM) realizou, no último dia 1º de junho, sua Assembleia 2026, um espaço de encontro, escuta e discernimento que reuniu representantes de organizações eclesiais, instituições acadêmicas, redes aliadas, atores territoriais e colaboradores que acompanham a construção desta proposta educacional a serviço da Pan-Amazônia.
O evento contou com a participação de Marcelo Lemos, Secretário Executivo da Conferência Eclesial da Amazônia (CEAMA), que acompanhou este importante momento de avaliação, projeção e fortalecimento de uma iniciativa que busca responder aos desafios da região amazônica a partir de uma perspectiva intercultural, territorial e comprometida com o cuidado da Casa Comum. Participaram também representantes da Rede Eclesial de Educação Intercultural Bilíngue Amazônica (REIBA): a irmã Lisette Escárate, coordenadora do Voluntariado; a irmã Martha Ardila, coordenadora da REIBA Colômbia; e Ana Gabriela Jiménez, coordenadora de Educação Intercultural Bilíngue e Comunicação, que reafirmaram o compromisso da rede com os processos formativos, comunitários e educacionais promovidos pelo PUAM nos territórios amazônicos.
Mais do que um exercício de prestação de contas, a Assembleia constituiu um espaço de construção coletiva onde convergiram diversas vozes para reconhecer os avanços alcançados, identificar desafios emergentes e projetar os próximos passos do caminho que o PUAM vem desenvolvendo.
Durante o encontro, foram apresentadas as principais conquistas alcançadas no último ano, em consonância com o que consta no Relatório de Gestão 2025. Os participantes conheceram os avanços na consolidação institucional do programa, o desenvolvimento da proposta educacional, os processos de pesquisa e advocacy, bem como as iniciativas de articulação territorial e fortalecimento de redes que fazem parte do ecossistema educacional que o PUAM vem construindo na região.
Um dos momentos mais significativos foi a apresentação dos avanços do curso Gestão Integral do Território Amazônico (GINTA), concebido como uma proposta formativa inovadora voltada para responder às realidades e necessidades dos territórios amazônicos. Esta iniciativa aposta em um ensino superior contextualizado, intercultural e vinculado aos processos de defesa da vida, dos povos e dos territórios.
Da mesma forma, foram compartilhados os avanços impulsionados pela área de Pesquisa e Incidência, cujo propósito é gerar conhecimento situado, fortalecer as capacidades locais e contribuir para a transformação das realidades que afetam os povos amazônicos. Nesse contexto, destacaram-se iniciativas como FRATELIS-Amazônia e a Cátedra Cardeal Claudio Hummes, espaços que promovem o diálogo de saberes, a reflexão crítica e a construção coletiva de alternativas para a região.
A Assembleia permitiu também ouvir as experiências e contribuições de representantes de diferentes territórios e instituições que acompanham o processo do PUAM. As intervenções coincidiram em apontar a importância de continuar fortalecendo uma proposta educacional que não pretenda apenas levar formação à Amazônia, mas construir o ensino superior com a Amazônia, reconhecendo a riqueza de suas culturas, conhecimentos, desafios e esperanças.
Durante o encerramento do encontro, foram apresentados os avanços em matéria de comunicação estratégica e transformadora, bem como os principais horizontes para o próximo período. Entre eles destacam-se a consolidação do modelo educacional territorial e intercultural, o fortalecimento da articulação em rede, o aprofundamento dos processos de pesquisa e incidencia e o desenvolvimento de uma institucionalidade capaz de responder à complexidade e diversidade da Pan-Amazônia.
A Assembleia 2026 reafirmou que a PUAM continua sendo uma construção coletiva em constante crescimento, na qual comunidades, povos, organizações, instituições e pessoas unem esforços para imaginar e tornar possíveis novas formas de educação superior a serviço da vida, da justiça socioambiental e do cuidado da Casa Comum.
