De 22 a 25 de setembro, em Manaus, a Presidência, a Secretaria Executiva, assessores e membros das Comissões Eclesiais da Conferência Eclesial da Amazônia (CEAMA) passaram vários dias em escuta, discernimento e trabalho para dar continuidade aos Horizontes Pastorais Sinodais 2026–2030 e fortalecer o serviço às Igrejas particulares, aos povos e aos territórios amazônicos.
O Centro Pastoral Maromba, da Arquidiocese de Manaus, sediou uma semana de encontros da Conferência Eclesial da Amazônia (CEAMA), marcada pela oração, pela fraternidade, pela escuta e pelo discernimento sobre os próximos passos de sua jornada.
O encontro deu continuidade às orientações da VI Assembleia Geral da CEAMA, realizada em março deste ano, e permitiu aprofundar uma convicção que permeou as diferentes jornadas: as Igrejas particulares são sujeitos fundamentais da missão e a CEAMA é chamada a caminhar com elas, promovendo a comunhão, a articulação e o serviço à missão evangelizadora na Amazônia.
Comissões Eclesiais: fazer convergir caminhos e experiências
Um dos passos que a CEAMA está dando atualmente é a configuração progressiva de suas Comissões Eclesiais, entendidas como espaços de convergência de práticas, iniciativas, experiências e processos que já existem nas Igrejas locais e nos territórios amazônicos.
Não se trata de começar do zero nem de criar estruturas paralelas. As Comissões reúnem e dão continuidade a caminhos que, em diferentes momentos, foram acompanhados por núcleos, grupos de trabalho, redes e outros espaços de reflexão e articulação. Essas experiências são incorporadas aos poucos a uma proposta mais orgânica de articulação da CEAMA, o que também vai ajudar a atualizar sua estrutura e organograma.
Durante os encontros, foram compartilhados os caminhos que atualmente convergem na Comissão Eclesial de Mistagogia e Celebrações, na Comissão Eclesial de Ministerialidade das Mulheres e na Comissão Eclesial de Educação Intercultural e Processos Formativos, ao mesmo tempo em que se continuou a discernir a articulação da Ecologia Integral dentro desse processo.
As reflexões permitiram reconhecer uma riqueza que vem antes das estruturas: na Amazônia já existem experiências de celebração e inculturação, ministérios, processos educacionais e formativos, iniciativas de cuidado da Casa Comum e múltiplas formas de presença eclesial que precisam ser ouvidas, reconhecidas, articuladas e compartilhadas.
Nesse sentido, as Comissões buscam ajudar para que as experiências nascidas em diferentes territórios possam se encontrar, dialogar e enriquecer-se mutuamente, sempre em comunhão com as Igrejas particulares e a serviço delas.
Uma CEAMA a serviço das Igrejas
A semana também incluiu momentos de reflexão sobre a sustentabilidade da missão, a organização institucional e a comunicação, e culminou com a reunião da Presidência da CEAMA, liderada por seu presidente, o cardeal Leonardo Ulrich Steiner, OFM.
A Presidência reuniu as contribuições ouvidas nos dias anteriores e aprofundou os caminhos para a implementação dos Horizontes Pastorais Sinodais 2026–2030, a articulação das Comissões Eclesiais e o fortalecimento das capacidades necessárias para acompanhar esse processo.
A reflexão reafirmou que os Horizontes Pastorais não pretendem ser um programa imposto por uma estrutura central, mas sim referências comuns para a caminhada, chamadas a se concretizar na diversidade das Igrejas, dos povos e dos territórios amazônicos.
Nessa perspectiva, a organização da CEAMA busca responder cada vez melhor à sua vocação de serviço: ouvir o que acontece nos territórios, reconhecer os caminhos que já estão sendo construídos, promover a comunhão entre as Igrejas e compartilhar experiências e aprendizados a serviço da missão.
Os encontros de Manaus representam, assim, mais um passo de uma jornada que continua. Nos próximos dias, a CEAMA vai compartilhar outros elementos, reflexões e orientações que surgiram durante essa semana de escuta e discernimento.
Do coração da Amazônia, a CEAMA renova seu compromisso de caminhar com Cristo e, sob o impulso do Espírito Santo, servir às Igrejas locais presentes no bioma amazônico, promovendo uma Igreja com rosto amazônico: sinodal na escuta, samaritana no serviço, profética no anúncio e comprometida com o cuidado da Casa Comum.









