A CEAMA reconhece a REIBA por seis anos de caminhada ao lado dos povos indígenas da Amazônia

No âmbito dos dias de encontro e trabalho da Presidência, da Secretaria Executiva, dos assessores e dos membros das Comissões Eclesiais da Conferência Eclesial da Amazônia (CEAMA), realizados de 22 a 25 de setembro em Manaus, foi feita uma homenagem especial à Rede de Educação Intercultural Bilíngue Amazônica (REIBA) por seus seis anos de serviço e acompanhamento aos povos indígenas da Amazônia.

A homenagem aconteceu durante a Eucaristia na terça-feira, 22 de setembro, como um gesto de gratidão pelo caminho percorrido pela REIBA em prol de uma educação que reconheça e fortaleça as línguas, culturas, identidades e saberes ancestrais dos povos amazônicos.

A placa de reconhecimento foi recebida em nome da REIBA pela Ir. Marbelis Monroy, Coordenadora Geral da Rede, e pela Ana Gabriela Jiménez, Coordenadora de Educação Intercultural Bilíngue (EIB) e de Comunicação.

No reconhecimento, assinado pelo cardeal Leonardo Ulrich Steiner, presidente da CEAMA, e por Marcelo A. Lemos, secretário executivo, a Conferência Eclesial afirma:

“Queremos fazer um reconhecimento especial pela sua contribuição à cultura, à unidade e à valorização da riqueza de cada língua e identidade”.

Além disso, a CEAMA agradece à REIBA por ajudar a “dar voz aos nossos irmãos da Amazônia”, tornando possível que o aprendizado e a divulgação da sabedoria ancestral sejam compartilhados como uma contribuição para o mundo e como uma forma de preservar um patrimônio cultural e evangélico de valor inestimável.

O reconhecimento também destaca um dos desafios fundamentais do caminho sinodal amazônico:

“É preciso promover, para os povos indígenas, formas alternativas de comunicação a partir de suas próprias línguas e culturas”.

Uma educação que nasce dos territórios

A Rede de Educação Intercultural Bilíngue Amazônica (REIBA) desenvolve sua missão a partir de uma perspectiva intercultural, promovendo processos educacionais e comunicativos que valorizam as línguas e culturas dos povos indígenas.

Para a CEAMA, esse serviço está profundamente ligado ao chamado para construir uma Igreja com rosto amazônico, capaz de ouvir as vozes dos povos, reconhecer seus saberes e acompanhar seus processos a partir de suas próprias realidades territoriais e culturais.

O reconhecimento à REIBA aconteceu justamente no início de uma semana de trabalho em que a Presidência, a Secretaria Executiva, assessores e representantes das Comissões Eclesiais da CEAMA compartilharam momentos de escuta, discernimento, oração e planejamento, com o objetivo de dar continuidade aos Horizontes Pastorais Sinodais 2026–2030 e fortalecer o serviço às Igrejas particulares, aos povos e aos territórios amazônicos.

Nesse contexto, comemorar os seis anos da REIBA é também reconhecer que a educação intercultural bilíngue, a comunicação a partir das línguas indígenas e a valorização dos saberes ancestrais são caminhos fundamentais para uma Amazônia onde cada povo possa fortalecer sua identidade, sua dignidade e seu protagonismo.

A CEAMA agradece à REIBA por esses seis anos de caminhada compartilhada e renova seu compromisso de continuar acompanhando iniciativas que tornem possível uma Igreja que ouve, aprende e caminha ao lado dos povos da Amazônia.