De 21 a 23 de novembro de 2025, responsáveis pela comunicação das Conferências Episcopais e organismos eclesiais de toda a América Latina e Caribe se reuniram na Casa de Encontros do CELAM para celebrar o II Encontro da Rede Eclesial de Comunicação da América Latina e Caribe (RECLAC). Neste espaço de discernimento, escuta e articulação continental, a CEAMA participou ativamente através de Fernando Rueda, Coordenador de Comunicação, que apresentou a boa prática intitulada “Comunicação Sinodal com Rosto Amazônico”.
O encontro se desenvolveu em torno da questão fundamental: como comunicar hoje em chave de sinodalidade, a partir de nossa identidade latino-americana, em diálogo com o Magistério e o Jubileu da Esperança? Nesse horizonte, a experiência da CEAMA foi compartilhada como um testemunho de como a comunicação pode se tornar não apenas um serviço técnico, mas um verdadeiro ministério pastoral que une, mobiliza, sensibiliza e transforma.
A participação da CEAMA integrou-se na dinâmica de escuta profunda que marcou o ritmo do encontro. A experiência amazônica — tecida por povos originários, comunidades ribeirinhas, vocações missionárias e territórios feridos, mas cheios de esperança — contribuiu com um tom singular: a comunicação como ato de escuta, memória, proteção e anúncio profético.
Durante sua apresentação, Fernando Rueda compartilhou o caminho percorrido pela CEAMA no Encontro dos Bispos da Amazônia realizado em agosto de 2025, destacando uma proposta comunicativa sustentada em três verbos: ouvir, narrar e cuidar. Explicou-se como a comunicação sinodal amazônica se baseia em processos comunitários, símbolos territoriais, trabalho em rede e uma narrativa que emerge dos povos e não apenas dos organismos.
O testemunho evidenciou que comunicar na Amazônia implica caminhar com seus ritmos, respeitar seus silêncios, acolher sua espiritualidade e reconhecer a força transformadora de suas histórias. Assim, a CEAMA compartilhou os frutos de sua experiência recente: conteúdo multilíngue, articulação com a REPAM, CLAR, Cáritas, CELAM e conferências episcopais; acompanhamento aos bispos para criar mensagens digitais; e presença continental em redes, portais e agências de notícias.
Os participantes do Encontro da RECLAC reconheceram nesta boa prática um modelo inspirador, adaptável a outras realidades eclesiais, onde a comunicação é entendida como dinamismo missionário e como uma ponte que une territórios, culturas e comunidades.
Da mesma forma, Fernando Rueda animou os comunicadores presentes a fortalecer uma “rede de redes” que respire sinodalidade, a “deixar que os territórios falem com seus sinais” e a lembrar que, na América Latina e no Caribe, a comunicação tem raízes profundamente comunitárias, populares e espirituais.
O encontro terminou com um apelo para continuar caminhando juntos na construção de uma comunicação pastoral que não apenas informe, mas que inspire, convoque e liberte; que torne visíveis os invisíveis e que defenda a vida onde ela está ameaçada. A CEAMA renovou seu compromisso de continuar contribuindo, a partir da Amazônia, com uma comunicação que brota do território, se nutre do Evangelho e se projeta como esperança para toda a Igreja.
Com gratidão e espírito sinodal, a CEAMA celebra a riqueza deste espaço continental e reafirma sua disposição de continuar tecendo, junto com a RECLAC e o CELAM, uma comunicação que seja ponte, casa e caminho para os povos da América Latina e do Caribe.