Uma memória viva da presença/ausência do vovô Francisco e cresce no mundo vozes de alguns lideres mundiais autoritários que apregoam a guerra e a eliminação da diversidade e da riqueza humana, que é o ato de ser humano.
Um ano da presença/ausência do vovô Francisco, sua voz continua sendo referência na construção da paz, no respeito a dignidade humana e no cuidado da Casa Comum. A paz é construida em ações quotidianas, em atos concretos e compromisso pessoal e coletivo pelo bem comum. O vovô Francisco continua nos interpelando a estender pontes, destruir muros e mostrando a ‘paz como um caminho contínuo de esperança e não apenas a ausência de guerra’.
Escuto sua voz serena e ao mesmo tempo firme, a paz começa quando desarmamos nosso coração e lutamos pela justiça, que é condição fundamental para vida de todos seres viventes, pois o ar, a terra, as florestas, as pessoas e todo os micros organismos têm direito de viver e coexistir interconectado.
Ele na sua presença/ausência, continua vivo na Amazônia pela sua coragem de trazer para o centro, esta periferia que é vital para o bem de toda humanidade. De amplificar as vozes de povos ‘que carregam em vasos sagrados os perfumes da esperança, que continuam perfumando o continente contra todo o desespero’.
Sintam a presença/ausência deste ser de luz, que se encantou e se eternizou nas estrelas do firmamento, lembrando para nós, que apesar da escuridão deste tempo sombrio, as estrelas nos guiarão e a brisa da noite nos alentará, quando entre nós abater o desânimo. As estrelas nos alentarão, sede corajosos e corajosas.
Sonho aqui desde a Querida Amazônia, com o vovô Francisco sussurrando em nossos ouvidos, sejam sementes de esperança e de justiça, para que as gerações presentes e futuras possam ter uma casa comum para viver. Sejam audaciosos e persistentes na busca da paz e não tenham medo. Vocês são o hoje da história e não se deixem enganar pelas falsas soluções, pelo medo, pelo individualismo e pela falta de vontade de viver e de transformar o mundo. A vida que palpita em seus o corações e espíritos, os levará a construir um mundo possível para todos. A utopia é a estrada que nos faz trabalhar e ser construtores de pontes. Coragem, não tenham medo!
Ir. Laura Vicuña
Catequista Franciscana
Amazônia, 21 de abril de 2026.