No âmbito do Dia Internacional da Mulher, a Conferência Eclesial da Amazônia (CEAMA) compartilha a voz e o testemunho das mulheres amazônicas que, a partir de seus territórios e processos de vida, sustentam a esperança e a defesa da Casa Comum.
“Ser mulher hoje é um desafio diante das mudanças climáticas, das violências contra os territórios indígenas e seus defensores, e das situações de racismo estrutural”, afirma Leany Torres Moraleda, indígena Warao da Venezuela, migrante em Roraima (Brasil).
Suas palavras refletem o sentimento de muitas mulheres amazônicas que, em meio a contextos de vulnerabilidade, continuam sendo cuidadoras da vida, transmissoras de sabedoria ancestral e guardiãs do equilíbrio entre a comunidade e a natureza.
“É continuar mantendo a essência da mulher como cuidadora da família, transmissora de conhecimento e do cuidado da Casa Comum.
Hoje, as mulheres estão assumindo espaços de liderança porque é necessário que a defesa da Amazônia, da terra, também tenha o rosto de uma mulher”, sublinha.
Desde a CEAMA, reafirmamos que a Amazônia se defende com a força de seus povos e, de maneira especial, com a liderança profética de suas mulheres. Nelas pulsa a memória, a resiliência e a esperança de um território que clama por justiça.
Neste 8 de março, celebramos sua coragem, acompanhamos suas lutas e renovamos nosso compromisso de caminhar em sinodalidade, promovendo uma Igreja com rosto amazônico e feminino.
