No âmbito da VI Assembleia Geral da Conferência Eclesial da Amazônia (CEAMA), que se realiza em Bogotá, o padre Jean-Paul Komi Sikpe, sacerdote que vive e exerce seu ministério pastoral na Guiana Francesa, compartilhou sua experiência e sua esperança ao participar deste espaço de comunhão eclesial.

O sacerdote faz parte da delegação das Antilhas na CEAMA e destacou a importância deste encontro para fortalecer o caminho conjunto da Igreja na Amazônia.

Um caminho que se constrói juntos

Durante sua participação, o padre Jean-Paul expressou sua alegria por reencontrar muitos dos participantes com quem já havia compartilhado o caminho eclesial amazônico em encontros anteriores, como o realizado em Manaus.

“Minha alegria é ver as pessoas que vi há dois anos em Manaus e descobrir que o caminho não se percorre sozinho”.

Para o padre, este reencontro confirma que a missão na Amazônia é um processo compartilhado que se constrói em comunidade, fortalecendo a fraternidade entre as Igrejas do território.

A sinodalidade como caminho para a missão

O padre Jean-Paul destacou que um dos frutos mais importantes desse processo eclesial é o aprendizado da sinodalidade, entendida como um caminho em que todos têm algo a contribuir.

“Trabalhar em sinodalidade é fundamental, porque até mesmo os mais pequenos podem oferecer algo. Ninguém é tão rico a ponto de dizer que não precisa do outro”.

Nesse sentido, destacou que a CEAMA oferece uma oportunidade concreta para que as Igrejas da região caminhem juntas, compartilhem experiências e construam respostas comuns aos desafios pastorais e sociais do território amazônico.

Sonhar juntos o futuro da Igreja na Amazônia

Por fim, o sacerdote lembrou que esse processo eclesial se inspira no impulso dado pelo Papa Francisco, que convidou a Igreja a olhar para a Amazônia com esperança e compromisso.

“A CEAMA nos deu a oportunidade de sonhar juntos, como nos animou o Papa Francisco”.

A participação do padre Jean-Paul Komi Sikpe nesta Assembleia reflete o compromisso das Igrejas das Antilhas com o caminho amazônico, fortalecendo uma Igreja que caminha unida, em comunhão e a serviço do Evangelho na região.