No âmbito do Dia Internacional da Mulher, as vozes das mulheres amazônicas continuam iluminando o caminho da Igreja e dos povos na defesa da vida e da Casa Comum. De Riberalta, na Amazônia boliviana, Sandra Sossa Rappu compartilha sua experiência de fé, serviço e compromisso com as comunidades.
Sandra trabalha no Instituto Pastoral Rural de Riberalta, pertencente ao Vicariato Apostólico de Pando, onde desempenha seu serviço como coordenadora pastoral e ministra da comunhão. De lá, ela acompanha a vida das comunidades, animando a missão da Igreja em meio à realidade amazônica.
Para ela, ser mulher na Amazônia hoje significa assumir um papel ativo na vida eclesial e comunitária. “Ser mulher na Amazônia significa participação ativa e ser eixo principal nos diferentes serviços e carismas femininos”, afirma.
A força da mulher amazônica
Sandra descreve a força da mulher amazônica como uma combinação de fortaleza interior e generosidade, qualidades que se expressam na vida cotidiana das comunidades.
“Nós, mulheres amazônicas, somos fortes e generosas”, ressalta, destacando o papel fundamental que desempenham na vida familiar, social e eclesial.
Guardiãs da Casa Comum
Na Amazônia, o compromisso com a defesa da natureza e dos territórios é parte essencial da vida das comunidades. Nesse sentido, Sandra ressalta que as mulheres contribuem para a proteção da Casa Comum sendo lutadoras, corajosas, dinâmicas e exemplares.
Sua liderança se expressa no cuidado com a vida, na transmissão de valores e no acompanhamento das comunidades que buscam viver em harmonia com a criação.
Uma mensagem de esperança
Neste Dia Internacional da Mulher, Sandra envia uma mensagem de encorajamento a todas as mulheres:
“Que continuemos sendo lutadoras, corajosas, dinâmicas e exemplares”.
Seu testemunho reflete a força silenciosa, mas transformadora, de tantas mulheres amazônicas que, a partir de sua fé e compromisso, sustentam a vida de suas comunidades e mantêm viva a esperança de um futuro mais justo e fraterno para a Amazônia.
