Bispos e responsáveis eclesiais da tríplice fronteira amazônica Colômbia – Peru – Brasil fortalecem a comunhão e a missão pastoral

Em um ambiente de fraternidade, escuta e diálogo pastoral, os bispos e responsáveis eclesiais das três jurisdições da tríplice fronteira amazônica realizaram um encontro para compartilhar experiências, desafios e esperanças da missão da Igreja que caminha ao lado dos povos da Amazônia e das comunidades ribeirinhas.

O encontro reuniu John Mario Mesa Palacio, bispo do Vicariato Apostólico de Leticia (Colômbia); Adolfo Zon Pereira, bispo da Diocese de Alto Solimões (Brasil); e o padre César Luis Caro Puértolas, administrador apostólico do Vicariato Apostólico de San José del Amazonas (Peru).

A reunião permitiu aprofundar a troca de experiências pastorais em uma região marcada pela riqueza cultural, pela diversidade dos povos indígenas e pelos desafios sociais, ambientais e humanos que afetam as comunidades amazônicas fronteiriças.

Os participantes refletiram sobre a importância de fortalecer uma Igreja próxima, sinodal e missionária, capaz de acompanhar as realidades dos povos ribeirinhos e indígenas que habitam esta vasta região compartilhada entre Colômbia, Brasil e Peru.

Além disso, o encontro reafirmou a necessidade de continuar articulando esforços pastorais conjuntos diante de problemáticas comuns, como a mobilidade humana, a defesa dos territórios, o cuidado da Casa Comum, a atenção às comunidades mais remotas e a promoção da dignidade humana na Amazônia.

A experiência de comunhão vivida na tríplice fronteira expressa o rosto de uma Igreja amazônica que caminha além das fronteiras geográficas, fortalecendo laços de fraternidade e cooperação pastoral a serviço da vida e dos povos amazônicos.

A partir da Conferência Eclesial da Amazônia (CEAMA), esses espaços de encontro e escuta representam um sinal concreto da sinodalidade na região, promovendo uma missão compartilhada que responde aos desafios da Amazônia a partir da proximidade, do diálogo intercultural e do compromisso com os mais vulneráveis.